Crítica | Sleepy Hollow 2x18 – Tempus Fugit [Season Finale]

Uma Season Finale com cara de Series Finale.


Sim! A hora que temíamos chegou. Esta semana tivemos o nosso último encontro com Sleepy Hollow nesta temporada. E o episódio começou bem onde fomos deixados na semana passada, com Katrina – agora vilã, associada ao Cavaleiro da Morte no passado e heartless b*tch (#DigoMesmo² hahaha) – resolvendo aprontar altas confusões no passado. E olha que essa foi só uma das muitas surpresas que “Tempus Fugit” nos trouxe. Então, se ajeite na cadeira, e lá vamos nós à viagem final desta temporada de Sleepy Hollow.


Antes de discutir a trama da viagem do tempo – que surpreendentemente foi resolvida de uma maneira mais interessante do que eu esperava –, tenho que deixar meus cumprimentos (novamente) à equipe da série, que fez um episódio cheio de bons efeitos especiais e uma cena de luta bem coreografada. E é por aqui que eu quero começar. Já tínhamos visto várias cenas de luta na série, mas acho interessante que resgataram o espírito das lutas do século XVIII/XIX, que eram presentes na primeira temporada. Toda a sequência de abertura do episódio foi muito bem feita (e há rumores que foi filmada toda em uma tomada só).


Desde que Abbie seguiu Katrina no feitiço de viagem do tempo, eu ansiava por rever a dinâmica da primeira temporada entre Crane e Abbie, com um se adaptando ao mundo do outro. Achei inclusive interessante que Crane levou mais tempo para se sentir a vontade, confiar em Abbie do que quando eles se encontraram na primeira temporada. Crane lidando com o século XXI já é engraçado no século XXI, mas no século XVIII/XIX foi mais engraçado ainda!


Gostei muito de Benjamin Franklyn! Se ele já era meio pirado nos flashbacks, ao vivo e em cores foi melhor ainda! Ah, e a coisa da nota de dólar foi hilária.




“ – The hundred dollar bill. What is Jefferson on? (Ben Franklyn)
– The two. (Abbie)
– The two?! Does anyone even uses the two dollar bill? (Ben Franklyn)”



E tenho que confessar, quando o Cavaleiro cortou a cabeça dele eu gritei “What the f*ck?!”, porque não fazia ideia de como eles sairiam dessa.


Nesse meio tempo, quando Abbie conseguiu convencer Crane de que tudo o que ela dizia era verdade e fogiu de seu encarceramento – por sinal, desceu o pau bonito no guardinha preconceituoso: “That’s the true American strength” –, Katrina conseguiu usar o sangue de Abbie para localizá-la em Fredericks Manor e não se importava mais com quem ela matava, já que ela abraçou de vez o poder do Grimório e da magia negra.


No final – mais uma vez, os efeitos fizeram a diferença! –, Grace Dixon conseguiu mandar sua descendente de volta e, num show de efeitos, resolveu os problemas causados pela viagem no tempo. Mas isso só nos deu a oportunidade de ver Crane finalmente cumprir aquilo que prometera a Abbie, e ser capaz de enfrentar e – HUGE SPOILER – matar alguém que ele realmente amou para proteger alguém que é mais importante na vida dele agora (Abbie).


E fomos deixados com isso. Com o aviso de Grace, sabemos que Abbie ainda escreverá suas próprias páginas no diário – arrisco dizer: Grimório – de sua família e que o papel das testemunhas ainda está longe do fim. Afinal, nos foram prometidos sete anos de tribulações. E acho que agora, depois de ter estado na mesma situação em que Crane se encontra – uma única pessoa de um tempo diferente preso numa época que não é a sua –, a parceria das duas Testemunhas deve ser mais forte do que nunca. Então, mesmo que o tom do episódio tenha sido o de uma Series Finale (uma boa Series Finale!), espero reencontrar toda a turma – e todos vocês – em setembro próximo. Até lá!

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