Crítica | Scandal 4x12 – Gladiators Don’t Run


“We sleep better when she’s lying between us.”



Normalmente, espero um tempo após terminar de ver um episódio para começar a escrever a review, porque sinto que consigo fixar mais as informações do episodio para poder discutir melhor o que aconteceu. Porém, quando terminei de ver o episódio desta semana de Scandal, tive que largar tudo e já começar a escrever.




“I wanna be the President of the United States. I wanna run the world.”



Essa temporada está simplesmente genial e muito bem construída. Todos os personagens estão bem trabalhados e consistentes com seus princípios, sendo desenvolvidos mais a fundo quando necessário. Tenho que abrir um espaço aqui para falar da Mellie, que, apesar de ser uma grande personagem, não roubava as cenas fazia um tempo. Na minha última review, elogiei bastante o altruísmo dela perante a Olivia e as atitudes que ela teve para ajudar ela e o Fitz. Eu pensava que aquilo era somente para manter seu posto de Primeira Dama, mas Mellie tem ambições muito maiores: ela quer ser Presidente. Parando para pensar, todas as ações que ela teve nessa temporada após se recuperar da morte do filho foram condizentes com esse desejo. Além disso, as cenas dela recebendo os aviões com os americanos mortos nessa guerra (ridícula) foram realizadas e escritas lindamente, além de editadas perfeitamente após isso. Cada semana que passa, penso que a Mellie seria um presidente melhor do que o Fitz um dia sonhou em ser, e por isso gostei da atitute dele de apoiar os desejos dela, mesmo que isso significasse deixar o homem que sequestrou a mulher que ele ama, e a usou como chantagem para declarar guerra, sair impune por isso. Esse jogo de gato e rato que o Fitz e o Andrew estão jogando já está perigoso, e acho que ainda vem muita treta pela frente. Me surpreendi com a forma com que o Andrew agiu após receber todas as notícias de que os planos dele tinham simplesmente ido por água abaixo.


Falando no Fitz, achei a performance dele nesse episódio mais coerente e transparente do que antes em toda a série. O que eu sentia falta no personagem apareceu neste episódio. A atuação dele estava perfeita (sem aquela cara de cachorro perdido que ele faz em qualquer situação), teve emoção voando pra todos os lados. Foi uma das únicas vezes que eu vi o personagem dizendo quem era realmente o presidente nessa bagaça. Demorou, mas ele subiu um pouco no meu conceito.


Das participações desse episódio, gostei muito da Elizabeth, como sempre, e da mãe da Olivia. Espero ver mais da Portia pela temporada, ela é uma ótima atriz e a Liz tem achado seu lugar aos poucos na casa branca. Estou curioso sobre o futuro dela na série. Já sobre a mãe da Olivia, tirando o fato de ela ser uma filha da mãe do mal, todo episódio que ela aparece é muito bom, e ela é uma ótima atriz. Amo como ela consegue juntar as melhores (ou talvez piores) partes da Olivia e do pai dela, conseguindo ser super manipuladora e ao mesmo tempo fria e calculista.




“Listen to that sentence, David! Someone kidnapped my best friend!”



Abbie, que vinha meio apagada desde que começou a trabalhar na Casa Branca (com pequenos momentos de brilho) teve seu momento de holofote aqui. Achei muito interessante ver como a Olivia é a cola dos gladiadores e como, sem ela, todos eles viram simples seres humanos problemáticos. Ela acaba consertando a maioria deles simplesmente por existir a alguns metros de distância, e isso é muito impressionante. Ver, mais uma vez, o efeito da ausência dela na vida do Huck foi absurdo. E foi muito legal também ver que a Abbie ainda se importa muito com ela, mesmo depois de tudo que elas passaram. Realmente, “Gladiators Don’t Run”.




“THAT is how powerful I am.”



Agora, vamos falar um pouco da protagonista, né? Está sendo interessante ver como o mundo funciona sem Olivia Pope por perto, mas isso quer dizer também que acabamos sem muito para falar sobre ela. Acho magnifico como a Olivia sempre acha as melhores situações e age em cima delas, mas esse episódio serviu para demonstrar que nem sempre ela lê as pessoas de forma correta. Ver os hackers recusando a oferta dela porque eles queriam sim o dinheiro foi fenomenal, e uma virada que eu não esperava. Sempre me esqueço que eu estou assistindo Scandal, né? Foi foda ver que a Olivia não consegue controlar tudo sempre, e o fracasso no plano dela foi meio reconfortante para mim, porque eu não queria que fosse o clichê máximo de “eu sou a foda do bairro e vou me salvar sozinha”. Estando no Irã, não vai ter muito que ela possa fazer para se salvar, além de tentar jogar migalhas para que a encontrem.


Espero que não comecem a enrolar com a história atual e mantenham o ritmo que a série vem tendo até aqui. Essas situações voláteis estão criando a melhor temporada que Scandal já teve, que vem sendo conduzida genial e perfeitamente.


P.S.1: Acho genial a forma como cada episodio é escrito por uma pessoa diferente, mas todos parecem que são escritos pela mesma, sendo no tipo de dialogo, no segmento da trama, nas palavras escolhidas, tudo sempre dentro da maior perfeição e lógica.


P.S.2: Obrigado, Shonda, por essa obra prima que é Scandal.

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