Crítica | Parks & Recreation 7x12/13 – One Last Ride [Series Finale]

O final perfeitamente elaborado.


Quem acompanhou a série toda sabe que a equipe inteira de Parks & Recreation sempre se preocupou em agradar os fãs da série, relembrando sempre as participações e detalhes dos episódios que nós mais gostamos. Agora, no final, não poderia ter sido diferente.


Alguns dos segredos de se fazer uma boa série é arriscar e escutar as críticas para trabalhar no que falhou, e isso é extremamente notável desde o começo da jornada de Parks. Alguém se lembra da primeira temporada? Era cheia de defeitos, sofrendo com o processo de desenvolvimento. E é justamente por sempre escutar os fãs e todos que colocaram seu voto de fé nela que a série se tornou o que é agora.


Donna Meagle, sempre poderosa, educada e gentil. Criou o Teach Yo Self para investir seu dinheiro, que antes era gasto em viagens, em um projeto de aulas para crianças, com a ajuda de um marido lindo e compreensivo que ela tanto merece. Já Craig expressou sua loucura no palco do Tom Bistro’s em 2019, onde ele finalmente encontrou o seu equilíbrio na vida, uma pessoa que sabe e gosta de lidar com seu temperamento: o novo cabelereiro de Ron. Não só feliz na vida amorosa, ele pode fazer algo que ama, que é mandar nas pessoas – ou, no caso, no departamento de parques de Pawnee.


Quem diria que um dia iríamos assistir Andy e April discutindo de verdade se irão ter filhos ou não? Isso mostra o quanto eles desenvolveram a April, uma personagem que pouco tempo atrás se recusava completamente a amadurecer e a agir como uma adulta. Agora, ela toma decisões importantes em relação a emprego e filhos.


Tom Haverford encontrou em Lucy o seu futuro, fez seu relacionamento dar certo e, depois do fracasso das filiais de Tom’s Bistro, finalmente percebeu qual é o seu verdadeiro talento: escrever livros falando de si mesmo. Foi inesperada essa ideia e, ao mesmo tempo, foi muito bom vê-la.


De todos os finais perfeitamente planejados, Jean- Ralphio e sua irmã Mona-Lisa foram os únicos que continuaram a fazer o de sempre: loucuras gastando o dinheiro do pai. Já Garry envelheceu sendo eleito sempre como prefeito de Pawnee, e vivendo ao redor de sua mulher que, misteriosamente, não envelhece (ele é feliz vivendo de qualquer maneira). Ron se aposentou da Very Good e, ao receber uma oportunidade de Leslie, passou a viver como sempre amou: no silêncio e na natureza do Parque Nacional de Pawnee.


Depois de trabalhar tanto, o merecido final feliz de Leslie chegou, e ela se tornou governadora de Indiana, sendo reconhecida finalmente e nunca abandonando sua dedicação ao governo.


Tudo na história se encaixou perfeitamente de modo surpreendente. Não mudou a essência da série e nem de nenhum personagem. Eles foram corajosos ao explorar o futuro e só reforçaram ainda mais a ideia de que Parks é uma série única, importante e que deixará muitas saudades. Talvez tenha sido mesmo a hora de partir, mas é difícil aceitar. A série ocupou um espaço enorme em nossos corações e não dá para não sofrer ao ver esse final maravilhoso.

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