Crítica | Jane The Virgin 1x01 ao 1x06

Uma aposta que vem dando certo...


Uma série que mistura comédia e drama num estilo próprio foi, com certeza, uma aposta de grande risco na CW, principalmente com a fama que o canal tem de cancelar muitas de suas séries ainda em seus inícios se elas não apresentarem aumento de audiência. É claro que, por ser tão diferente, a série precisa de alguns ajustes, mas ela vem se desenvolvendo com rapidez e se estabilizando de uma forma modesta.


Desde o piloto, já vem à tona uma pergunta que persegue provavelmente boa parte dos fãs da série: será que os roteiristas conseguirão manter o nível de Jane The Virgin após o nascimento do bebê? O dramalhão mexicano faz com que a série seja propensa a receber ótimos plots, mas isso não significa que o bebê não possa afetar a qualidade da produção, o que é preocupante, já que durante esses seis episódios a maioria do drama girou juntamente em torno do bebê.


Apesar dessas ponderações, gostei muito da Jane, pois é muito fácil se identificar com alguém que se destaca por ser “gente como a gente”. Também, já senti, logo no início, dó do Michael. Além de ter ficado esperando pelo sexo após o casamento, ele descobriu que sua namorada está grávida de outro cara e se manteve do lado dela, mesmo ao saber que ela já conhecia Rafael. Porém, conforme os episódios passaram, percebo que Michael, em alguns momentos, desperta em mim mais decepção do que dó, pois algumas vezes ele se mostra um pouco parecido com a Petra – uma pessoa que coloca seus interesses acima dos outros, não importa o quão fútil seja o que quer.


Uma boa surpresa foi Rogelio de La Vega e sua dificuldade em ser um pai normal. Seus exageros trazem o alívio cômico ideal para a série, além de que é bom assistir o desenvolvimento de seu relacionamento com Jane. Em Chapter Six (1x06), ele provou que tem um grande coração ao dar aquele Mini-Cooper para a Jane, pois achou que ela merecia um carro tanto para não ter que se preocupar com ônibus quanto porque ela luta pelo que tem. Na velocidade certa, ele vem mostrando que não é tão egocêntrico quanto inicialmente passa a impressão de ser.


Aliás, onde está Luisa? Tanta demora para aparecer de novo que parece quase um abandono... A trama de seu relacionamento com a madrasta me chamou a atenção desde o começo, mas agora parece algo largado. Seria bom saber mais sobre ela e a mãe de Petra (seria ela a Sin Rostro?).


Enfim, estou torcendo para que os episódios continuem bons e envolventes e que a abordagem do relacionamento de Jane e Rafael dê certo, sem exagerar no estilo “conto de fadas”.

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