Crítica | Grey’s Anatomy 11x11 – All I Could Do Was Cry


“I’m sorry for you loss.”



Com um dos melhores episódios desta temporada até agora, Grey’s trouxe uma carga emocional tão grande que foi preciso litros de água para minha desidratação. Só o início, com a tradicional narração de um dos personagens, foi suficiente para me deixar comovida. A April iniciou “All I Could Do Was Cry” da seguinte maneira:




“Tem uma coisa que dizemos quando alguém morre. Dizemos isso para a família do paciente. Dizemos: “Sinto muito pela sua perda.”. É uma frase pequena e vazia. E não tem muita serventia diante do que está acontecendo a eles. Ela permite criar empatia sem nos forçar a sentir a devastação deles. Ela nos protege de sentir dor. Aquela dor sombria e implacável que nos afunda. O tipo que pode nos comer vivos. E todo dia agradeço a Deus por isso”.



Quanto mais nos livramos de um problema, quanto mais nos abstemos de dramas familiares, mais protegidos nós estamos. Porque, observem bem, lidar com uma situação delicada como a da Kepner e do Avery é mais do que complicado, chega a ser desumano. Como confortá-los? Como abordá-los? O que dizer a eles? “I’m sorry for you loss”? Bem, todo mundo sabe da origem dessa frase. Ela no fundo não quer dizer muito coisa, apenas nos livra de um comprometimento. Mas e quando são seus amigos? Amigos próximos, amigos de anos. O que fazer? Dra. Herman foi a escolhida para dizer a tal frase e foi visto um ar de “It’s your problem, not mine” nas cenas. Não sei vocês, mas para mim soou dessa maneira. Contudo, não há nada de errado nisso, afinal, que grau de parentesco ela tem com eles além do profissional?!


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A Kepner questionou várias vezes se era justo o que aconteceu com eles, questionou várias vezes a sua devoção por Deus, questionou o fato de ela salvar vidas e fazer o que achava certo, e a sua recompensa ser um bebê que não durou até o fim da temporada. Pois bem, apesar de achar horrível o que aconteceu com eles, não consigo culpar as divindades por isso. Se um dos propósitos da vida é fazer o bem sem olhar a quem ou dar sem esperar receber nada em troca, qual a razão de cobrar pelos bons serviços prestados? Eu até entendo que em situações tão delicadas como esta, a maioria não pensa em nada disso, mas me pareceu um pouco hipócrita da parte dela.


Mas vamos deixar as atitudes e reações dos personagens de lado, porque eu preciso dizer que Sarah Drew estava fantasticamente perfeita. Seja reclamando com Deus ou na cena em que Samuel Norbert Avery estava em seus braços, a moça deu um show, um baile e ofuscou um pouco a atuação do Jesse Williams. Ofuscou, mas não deixarei de mencionar que o cara assumiu um papel mais racional e isso funcionou perfeitamente.


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E a Amelia, hein? Sua grande e difícil jornada em salvar a Dra. Herman já não é mais rotulada como algo impossível. A mulher deu show na avenida. Acho que aproveitou que é clima de carnaval e pisou em cima da Stephanie, além de dar a ideia para todos acenderem uma velinha em solidariedade a April e Jackson. Sensacional, amiga. Espero que ela continue crescendo e ganhando espaço na série. Além do mais, já foi visto o enorme potencial que a Caterina Scorsone tem como atriz, algo que é recompensado com o carinho que os fãs (eu) têm pela personagem.


Apesar de lidar com algo tão profundo, é disso que se trata Grey’s Anatomy... e em plena 11ª temporada, vocês já deveriam ter se acostumado.


P.S.: Meredith chamando a Jo de delinquente. Risos eternos.


P.S.: A mulher que a Amelia acorda no início do episódio lá na capela é a mulher que perdeu o noivo. Quando eu revi essa cena, fiquei com tanta dó... =(


P.S.: Flashback Japril <3<3<3


Aproveita a deixa da Amelia e vai sambar na cara das inimigas! Bjinhos e bom carnaval.

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