Crítica | Gotham 1x17 – Red Hood


“A noite é sempre mais escura antes do amanhecer.”



Sim! É com uma das quotes mais épicas (das muitas) que Harvey Dent/Duas Caras – obviamente o de Christopher Nolan – que eu começo mais uma review sobre Gotham!


E, surpreendentemente – se você acompanha a minha saga de descontentamento há algum tempo você sabe a razão... –, “Red Hood” chegou para mostrar que a série ainda tem potência para ser espetacular. Não faltaram referências, a narrativa correu bem, tivemos mais visões do submundo e Fish nos presenteou com uma cena ESPETACULAR (eu ainda estou sem palavras!). Então, se ajeite na cadeira e vamos fazer esta viagem juntos.


Vamos começar pelo óbvio: a Gangue do Capuz Vermelho. Quem é leitor dos quadrinhos da DC – não obrigatória, mas preferivelmente das aventuras do nosso Cavaleiro das Trevas – sabe que a alcunha do Red Hood esteve com vários personagens, muitos deles inimigos diretos do Cruzado de Capa de Gotham City.


No episódio, vimos Floyd, um dos membros de um quinteto de assaltantes, colocar um capuz vermelho e (por pura sorte) escapar ileso de seis tiros disparados por um policial míope (daí a sorte). Como ele morreu, não vou mencionar que a gargalhada dele foi muito mais Coringa do que aquele pirralho em todo um episódio... Voltando ao assunto, a máscara passou a ter um certo mistério na gangue por causa disso, e terminou por subir à cabeça – literal e figuradamente... hahaha – de Floyd, o que levou Clyde Destro a matá-lo e tomar seu lugar como o Red Hood. Mas ele também acabou se dando mal por causa da máscara, da mesma forma que os outros membros da gangue, que acabaram todos sendo mortos numa troca de tiros com a GCPD. E, como se não bastasse toda essa confusão, o Capuz – que parece ter vontade própria, como o Um Anel... – acabou por ser deixado na sarjeta e foi achado por outra pessoa, fazendo com que seu final ficasse indefinido e misterioso.


Ainda sobre esse plot, não poderia deixar de mencionar outra coisa que, caso não tenha sido morto – acredito que ele tenha morrido, mas vai saber?! – no tiroteio, o assaltante que olhou constantemente para o relógio pode ser uma referência clara ao Rei Relógio, que já vimos em Arrow e Flash. Faz bastante sentido, já que Gotham se passa anos antes dos eventos das outras duas séries. Então, se ele não morreu, até que foi uma sacada legal.


Enquanto isso, as cobras da Wayne Enterprises não perderam tempo ao tentar assegurar seu poder sobre os negócios, especialmente agora que o menino Bruce começou a tomar forma como um possível redentor dos negócios da família – o que doeria no bolso de todo mundo –, então isso só poderia render problemas.


Reginald Payne, um antigo amigo de Alfred, foi contratado para investigar o que o menino Bruce tinha de provas e, ao mesmo tempo, “inutilizar” o tutor e fiel escudeiro do menino. Numa nota a parte, “Reginald Payne” não faz originalmente parte de nenhum dos materiais associados ao Batman – eu pesquisei! Haha –, mas o personagem foi bem construído o suficiente para não importar. E as lições dele para Bruce sobre luta, sobre usar o que estiver à disposição e fazer da fraqueza do inimigo sua força vão repercutir no futuro. E ainda no departamento de Easter Eggs, o ano do vinho que Bruce trouxe é o mesmo ano em que Adam West começou suas aventuras do Cruzado de Capa na TV.


Já do outro lado da cidade, Bárbara estava se divertindo com as garotas e, embora Selina/Cat tenha destruído com ela numa simples frase, o discurso sobre usar a aparência para conseguir o que quer fez muito sentido para uma Catwoman em construção. Não vou falar de Ivy e suas roupas floridas porque achei forçado e desnecessário. Todo mundo já entendeu que ela será Poison Ivy, não precisa jogar na cara...


Enquanto isso, no submundo de Gotham – me senti um locutor da Hanna-Barbera: “Enquanto isso, na Sala da Justiça”... hahaha –, Pinguim estava tendo problemas para manter o Oswald’s como um lugar lucrativo e, como – boa referência a máfia no geral – Maroni controla a circulação de bebida, também estava tendo problemas em abastecer seu bar. Mas Butch surgiu como um salvador, resolvendo a situação. Embora o trabalho de Zsasz seja impecável, ainda ficam dúvidas quanto a lealdade dele ao Pinguim. Mas a cena do brinde deles foi muito boa.
“Perhaps it's not our friends but our enemies that define us.”
Além de ser forçado a concordar com ele, ver que ele sente falta de Fish foi muito legal. Eles são antagonistas naturais, e acho que muita coisa ainda vai acontecer entre esses dois.


E falando nela, MEU DEUS, QUE CENA! Perdoem o meu lado fan-boy, mas ela continua provendo as melhores tramas dos episódios. Primeiro, ela foi jogada numa prisão sem nenhuma explicação. Depois, ela tomou o controle dessa prisão. Em seguida, ela começou a negociar com a galera do lugar e descobrimos que o Dollmaker está envolvido – mais um Easter Egg – nessa bagunça. Para completar, a mulher arrancou o próprio olho com uma colher! Isso sim é Gotham, onde a insanidade está em cada partícula do ar. E para melhorar, simplesmente ficou por isso mesmo! Vamos ter que aguardar e enlouquecer enquanto esperamos pelo próximo episódio para saber o que acontece com ela e... é, com o resto do povo também.


Se você ficou tão chocado quanto eu com essa cena, ou se achou alguma coisa que eu esqueci de mencionar, ou tem alguma teoria para compartilhar sobre os rumos que a série tomará para a Season Finale, não deixe de comentar! Nos vemos na review do próximo episódio!

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