Crítica | Elementary 3x14 – The Female of the Species


“My dearest Watson...”



Depois do episódio desta semana, podemos dizer com toda certeza que Elementary está caminhando para a glória da primeira temporada. Não podemos dizer ainda que teremos episódios tão bons quanto os que tivemos na primeira, mas, se as coisas seguirem da forma como estão seguindo, teremos um final de temporada digno de Moriarty.


Depois de ver que este episódio estava sendo dirigido pela Lucy Liu, criei uma grande expectativa, pois, além de querer que o episódio fosse bom para a série, queria que fosse bom por ela. Devo dizer que, por mais que a Watson não tenha tido muito tempo de cena, The Female of the Species atendeu minhas expectativas. Gostei do fato de terem avançado um pouco a história e não terem mostrado o enterro do Andrew. O personagem não tinha muito espaço na história e era trabalhado na superfície, então um episódio com o enterro dele seria meramente para encher linguiça, e parece que Elementary finalmente parou de fazer isso.


No meu comentário no Banco de Séries, eu disse que não liguei muito para o caso da semana, mas gostei de ver Marcus e Sherlock trabalhando juntos. Agora, mudaria uma coisa nesse comentário. Após dormir e assimilar melhor o episódio, percebi que o caso da semana teve um motivo diferenciado que não costumava ter. Como Sherlock mesmo disse, todos têm direito a ter seu espaço físico e mental, e senti que essa semana foi Sherlock dando o espaço que a Watson precisava para superar e ficar de luto pela morte do (ex)namorado. Mais uma vez, gostei das demonstrações do Sherlock sobre quem é a Watson na vida dele. Acho que ele nunca tinha tido um amigo, no sentido simples da palavra, como ele tem a Joan, e acho que ele ainda não tem noção das implicações que esse relacionamento deles gera na vida dele. Sherlock virou alguém muito mais humano depois da adição da Watson no cotidiano dele, e essa era a única coisa que ele aparentemente não sabia como fazer. Ser humano e “normal” não é algo que podemos simplesmente aprender, e a Watson conseguiu despertar esse lado nele. A série não mostra o Sherlock do lado da Watson o tempo todo, mas pelos pequenos detalhes (como ele fazer as compras dela, levar comida, fazer a janta, trabalhar na casa dela, etc) podemos perceber a extensão do sentimento dele por ela.


Sempre achei que o Marcus poderia ser melhor abordado na série, que ele era desperdiçado jogado como coadjuvante. Não é porque você é um personagem coadjuvante que você não pode ser útil, e gostei que nesse episódio ele foi mais aproveitado. Acho que o Sherlock sempre chamou o Marcus de Detetive Bell porque não o tinha como amigo, e sim como colega de trabalho. Nesse episódio, senti que Bell ganhou o respeito de Sherlock como amigo, virando, finalmente, Marcus. Além disso, achei o caso que os dois trabalharam, e a forma como ele se desmembrou, não tão previsível (seria meio chato se o culpado fosse o primeiro a aparecer, de novo), muito interessante e divertido. Foi ótimo ver o bebê da zebra e ficar tipo: “isso não é uma zebra”.


Guardei o único quote do dia hoje para ela... Moriarty finalmente apareceu! Entendo que a agenda da Natalie Dormer não é muito aberta, já que ela está fazendo mil projetos ao mesmo tempo, mas acho que esses pequenos detalhes poderiam acontecer mais na série. Moriarty não precisa aparecer para que se escute sobre ela, afinal, ela passou uma temporada quase inteira desaparecida e suas ações tinham influência na vida dos dois. Espero que essas pequenas coisas aconteçam mais daqui pra frente. Moriarty é uma personagem fascinante, que traz qualidade sempre que aparece. Quando vi que Elana March voltaria a aparecer, pensei que ela teria fugido da cadeia, ou que fosse virar o inimigo central no restante da temporada. Me surpreendi com o que aconteceu, mas de forma positiva. Moriarty defendendo Watson porque o jogo é entre elas foi perfeito para a cena, para a série, e para a pessoa que Moriarty já demonstrou ser. Esperarei ansiosamente pelo resto da temporada, para ver o que Jamie vai fazer daqui pra frente.


Outra coisa perfeita que Moriarty causou foi a volta da Joan para o sobrado. Ao se dar conta de que não poderia ter uma vida normal como veio tentando ter, e percebendo que ser um detetive é quem ela é agora, não sobrou muito para a personagem fazer além de voltar a morar com o Sherlock. A dinâmica dos dois era realmente muito melhor quando moravam juntos, seja na amizade deles ou na profissão. Senti uma certa surpresa do Sherlock, espero que positiva. hahaha


Então, é isso, galera. Acho que Elementary está se reencontrando. Estou gostando muito da volta dessa temporada e, como já disse, ansioso para o resto dela. Que voltemos à glória da primeira temporada. Sherlock, Watson e Moriarty.


P.S.1: Amei a cena da Watson acordando o Sherlock com um susto na casa dela, simplesmente sensacional. AHHAHAHA


P.S.2: Confesso que tremi quando ouvi a voz da Natalie. Não esperava que ela fosse aparecer, e ao mesmo tempo me deu uma certeza de quem estava falando (até então, eu tinha dúvidas).


P.S.3: Episodio lindamente dirigido pela Lucy. Além disso, ela me dá aquele show de atuação na cena final. <3

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