Crítica | The Americans 3x04 – Dimebag


Não sou criança. – Kimberly



O episódio dessa semana introduz uma personagem que deve dar uma boa agitada na trama: a jovem Kimberly, filha do agente da CIA Isaac Breeland, chefe do grupo infiltrado no Afeganistão. Elizabeth e Phillip viram nela uma oportunidade de espionar mais de perto o pai da garota. Como farão isso, só saberemos nos próximos episódios. Mas uma coisa é certa: por ser jovem demais, Phillip ficou relutante em usá-la, enquanto Liz entendeu que, para enfrentar a CIA, vale tudo.


E Kimberly está convencida de que não é mesmo mais criança, pois gosta de se envolver com homens mais velhos, conforme revelou em conversa captada pelos Jennings. Além disso, fuma maconha e vai para baladas fingindo que é maior de idade. Enfim, reúne todos os requisitos para uma aproximação de Phill, disfarçado de advogado descolado (ou tiozão pedófilo, como queiram rs). Se eles vão se envolver ou serem apenas amigos, não ficou claro, mas penso que seria bastante ousado mostrar Phill e a garota fazendo sexo (do tipo que rola com a Martha então...). Neste caso, a cena em que é exibido na tv de Phill um comercial de cosméticos no qual o narrador diz “...porque a inocência é mais sexy do que você pensa” não teria sido aleatório.


Já Paige é o oposto de Kimberly. A filha dos Jennings está cada vez mais envolvida com a igreja do pastor Tim, a ponto de desejar ser batizada e, conforme suas palavras, “limpar sua velha natureza e se purificar para Jesus Cristo”. A cara de surpresa e decepção da Elizabeth foi incrível (palmas pra Keri Russell!). Phillip não pareceu decepcionado como a esposa porque ambos continuam em desacordo sobre fazer de Paige uma espiã. Um terço da temporada já se foi e esse plot parece andar em círculos, só Phill e Liz discutindo, mas nem eles nem a Central dão o primeiro passo. Eu já estou me cansando disso.


Quem também está andando em círculos é o Stan em relação ao seu casamento com a Sandra. Ela está com outro e ele ainda tem esperanças de reconstruir a relação. Tomara que os roteiristas não reduzam Stan àquele clichê do “policial americano atormentado por uma vida amorosa em pedaços”. Pelo menos, suas atividades profissionais estão sendo mais interessantes. Beeman já provou que tem um instinto investigativo forte e agora está desconfiado da Zinaida. Conforme ele disse, em episódio passado, ao agente Aderholt, para enganar um grupo, é preciso “dizer o que eles querem ouvir” e o que Zinaida está dizendo é música para os ouvidos do FBI. Estaria Beeman paranoico?


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