Arrow 3x12 – Uprising | Crítica

No último episódio da “trilogia Brick”, o excesso de tramas prejudica.


A ascensão de Brick, a origem da Nova Canário Negro, a volta de Oliver Queen e os flashbacks de Malcolm foram os temas de episódio. Muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo, não? O excesso de tramas prejudicou o andamento do episódio, pois nenhuma delas teve uma execução satisfatória. Mas já vamos chegar nisso...


Uma das minhas maiores queixas quanto à terceira temporada de Arrow tem sido o excesso de drama em cima da necessidade de manter a morte de Sara como segredo para Lance. Okay, isso já não teria que ter sido resolvido uns 8 episódios atrás? Bom, mesmo assim, tivemos um andamento, mesmo que pequeno, nesta história. Se Lance for tão rápido para deduzir que Laurel é a nova Canário Negra como ele foi para deduzir que Roy era Arsenal, logo logo teremos a resolução desta trama. (Não vamos comentar o fato de que até hoje ele não descobriu que Oliver é o Arqueiro, ok?)


As cenas de luta envolvendo Arsenal, Canário e Diggle foram boas, pois serviram para mostrar que a equipe está bem formada e, incrivelmente, com química. Devo confessar que temi Laurel entrando na equipe com a sua capacidade de deixar tudo mais sem graça. Mas, talvez pelo excesso de outras coisas acontecendo, não pudemos focar tanto nela. Em todo caso, esta cena foi a primeira, na trilogia, que nos mostrou que os personagens já poderiam seguir em frente sem Oliver. Porém, quando os personagens haviam realmente amadurecido quanto à ideia de viver sem Oliver, uma flecha saiu cortando a cena. Laurel disse “Oliver!”, e já ficamos sabendo que tudo voltaria ao normal.


Tivemos, mais uma vez, ótimas cenas de Felicity. Em especial, a cena em que ela se recusou a trabalhar com Malcolm e a cena em que disse à Oliver que não quer ser uma pessoa amada por ele. Convenhamos que foram cenas distintas que foram bem entregues pela atriz, demonstrando sua capacidade de se virar em situações diferentes.


Mas as coisas pareceram rápidas demais...


Oliver estava no meio da mata e, pouco tempo depois, apareceu no meio da luta em Starling, sem dores e pronto para o ataque. A volta dele pareceu artificial demais e não teve o impacto pretendido. A cena do protagonista reunido com sua equipe estava fria demais, não pareceu que o personagem estava “morto” por semanas, exceto por Felicity, que só teve uma reação mais humana quando viu que Oliver iria trabalhar com Malcolm. Talvez, se tivessem abrido mão dos flashbacks de Malcolm para explorar mais a volta de Oliver as coisas poderia tem saído melhor.


E vamos falar de Malcolm...


Talvez os flashbacks tenham a intenção de humanizar mais o personagem, demonstrar que ele foi levado à um caminho mais escuro por causa de situações da vida, numa tentativa de criar no público uma empatia maior por ele. Mas vamos nos lembrar que Malcolm abandonou seu filho de 8 anos no momento em que ele mais precisava, que ele sabotou o navio dos Queen para matar Robert e Oliver Queen, que planejou um atentado em massa e acabou matando 500 pessoas, incluindo seu próprio filho, que manipulou sua filha para matar a mulher amada de um dos maiores vilões que já tivemos. Esses atos não foram pelo “destino”. Malcolm os fez porque tem a mente de um psicopata. Não há, de forma alguma, maneira de me fazer criar empatia pelo personagem. Entendo que Oliver treinar com ele é um “mal necessário”, mas, mesmo assim, não me venham querer criar amores por ele.


Talvez se tivessem dividido as tramas de maneira melhor nos últimos três episódios, as coisas poderiam ter se saído melhor nesta semana.

Patreon de O Vértice