Sleepy Hollow 2x11/12 – The Akeda/Paradise Lost

Fins e começos são a especialidade da casa.


Bom, depois de um longo tempo sem conversarmos – parte acidental, parte atraso meu (desculpas por isso) –, finalmente nos reunimos para discutir Sleepy Hollow. Este será um texto duplo por algumas razões. Quando o The Akeda (Mid-Season Finale) foi ao ar (01/12/2014), eu estava muito sobrecarregado. Com o final do ano, as ocupações foram diminuindo, mas, ao assistir e reassistir o The Akeda, havia perguntas em excesso sem serem respondidas, muito sobre o quê se teorizar. E, ao checar o calendário do Hiatus e perceber que Paradise Lost seria exibido no começo de janeiro (05/01/2015), considerei e debati comigo mesmo se não seria melhor aguardar as respostas que a série poderia oferecer no seu tão aclamado retorno. Mas essa introdução já durou muito. Agora que já me justifiquei com vocês – pelo menos em partes –, acho que podemos partir para os detalhes sobre os episódios.


Agora, vamos passear um pouco pelo The Akeda, a Mid-Season Finale de Sleepy Hollow.


Se todos se lembram, o episódio começa exatamente onde o outro nos deixou: Moloch fundindo o Purgatório com Sleepy Hollow, nossas Testemunhas com a Espada de Matusalém – embora sem poder usá-la – e o nosso Irving disposto a pagar o preço mais alto pela salvação da humanidade.


Como já é tradicional, e a exemplo da temporada passada, a finale – mesmo que seja só da Mid-Season – foi simplesmente completa. A perda de Irving foi um choque esperado, mas mesmo assim um choque.


Como podíamos esperar de um apocalipse, o mundo está desmoronando e esse não é o maior desafio do episódio. A capacidade de sacrificar é o centro temático do episódio. A alegoria foi tão elegantemente trabalhada que traz lágrimas aos olhos. O sacrifício bíblico que Deus requer de Abraão, o Akeda se conecta tão perfeitamente com a trama do episódio que chega a ser impossível descrever.


E, para terminar a seção do texto sobre o The Akeda, há alguns outros fatos que merecem ser mencionados. Finalmente, Abbie se interpôs entre Crane e Katrina – casamento este que sabemos que não vai durar muito mais – e vimos Hawley finalmente decidido a ajudar, tomando parte e aceitando a guerra contra o sobrenatural. Vimos Moloch como a criatura realmente má que ele é. E, acima de tudo, vimos a redenção final de Henry, algo que eu jamais esperaria. Uma redenção que rende a melhor teoria possível sobre o final de Henry, que a princípio pensamos ter deixado de existir – já que Moloch foi extinto e a existência de Henry derivava do poder de Moloch –, mas que se provou desaparecido, não só pelo que acontece no próximo episódio, mas pelo fato de que John Noble foi promovido ao elenco principal da série. Resta-nos, agora, analisar o que acontece em seguida. Para isso, discutiremos os acontecimentos em Paradise Lost.


Sleepy Hollow retornou cedo do hiatus, ironicamente só para nos deixar com outro hiatus – já que, depois de 05/01, teremos que aguardar duas semanas por outro episódio. Mas deixemos as lamentações para depois, e vamos aos detalhes que Paradise Lost nos trouxe.


Como sempre, a série não perde a oportunidade – nem tempo – de fazer alguns ajustes chocantes para as tramas futuras. Seis semanas se passam desde que Henry pôs um fim ao apocalipse de Moloch com a Espada de Matusalém. Crane e Katrina estão “dando um tempo” no casamento e agora o dever das Testemunhas – quer dizer, a tarefa que eles se auto-intitularam, como descobrimos no episódio – está cumprido. Mas, como sabemos, na cidade de Sleepy Hollow, nada fica em paz por muito tempo. Com a morte de Moloch, o Purgatório sofreu certa instabilidade, o que resultou na fuga de alguns “indivíduos indesejáveis”. O pior deles é descidamente o anjo da destruição, Órion.


E como se tudo isso não bastasse, este anjo consegue dividir nossas Testemunhas, e ainda fazê-las se aliar ao inimigo declarado, o Cavaleiro da Morte. Sem contar, é claro, com o retorno – ainda sem explicações, mas completamente perfeito – de Irving.


Para completar, chegamos ao maior questionamento: o que aconteceu com Henry? Infelizmente, teremos que esperar pelo próximo episódio, porque explicações não foram dadas ainda. Mas não posso deixar de crer que algo grande está sendo preparado para o retorno dele.


Ah, e como eu poderia esquecer do retorno de Jenny?! No mesmo ritmo da série, retornou de maneira espetacular – e como! – “vestida para matar e em sapatos não muito apropriados para caçar demônios”, como Hawley nos lembrou. E mesmo que o episódio não tenha sido direcionado a ela, foi bom ver alguns segundos de vida normal para a personagem.


Resta-nos agora aguardar os próximos acontecimentos, e, é claro, o próximo episódio. Nos vemos lá.

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