Marco Polo 1x03 – Feast

Derrota na batalha de Wuchang e morte de Ariq pressionam Khan contra rebeldes.


Cem Olhos inicia o episódio ensinando a Marco o verdadeiro significado do Kung Fu. Em suas palavras, Kung Fu seria a “habilidade suprema pelo trabalho duro”. O treino e a disciplina caminham com quem quer atingi-lo, sendo que qualquer pessoa, independente de sua função, é capaz. Um grande esforço do corpo e da alma é exigido para se atingir a excelência, e em “Banquete”, terceiro episódio da série, a disciplina de vários personagens é colocada à prova.


Após derrotar e assassinar seu irmão, Khan começa a sofrer pressão para impor seu poder contra os rebeldes Song e o Ministro Grilo. A derrota de Jingim também não foi bem vista por alguns conselheiros, e o filho do imperador sentiu o peso da batalha ao ser desprezado durante o banquete com Kaidu e Polo. Segundo Jingim, sua fraqueza é fruto da maneira como ele foi criado, seguindo ensinamentos chineses, e não mongóis.


Khan e Marco tiveram uma breve conversa sobre a importância da companhia de um irmão, e o imperador, aberto a outras culturas, indagou o “Latino” sobre a história cristã de Caim e Abel. Acho muito interessante estas discussões culturais presentes na série, que mostram as várias maneiras de se pensar sobre a vida humana. O imperador também não perdeu a chance de ironizar uma frase de Marco, em que ele afirma que os estudiosos e historiadores de Veneza são superiores a todos os outros do mundo.


O envolvimento de Marco com a Princesa Azul começou a ganhar novos rumos e culminou com uma cena final que me encheu de curiosidade sobre o próximo episódio. Afinal, o que a princesa esconde? O que seriam aquelas joias deixadas no pé de árvores para o cavalheiro? Conhecemos também neste episódio uma interessante personagem, a “virgem” princesa-guerreira Khutulun, filha de Kaidu. Marco tem um rápido relacionamento com ela, e parece que a química dos dois funcionou muito bem. Espero vê-la nos próximos capítulos.


Marco experimentou a força de suas palavras ao ver Khan executar um servo inocente após o protagonista mentir sobre a verdadeira maneira como Jingim foi tratado no banquete em que ele representava seu pai. “Uma mentira pode custar vidas inocentes”, foi a frase dita pelo imperador antes de cometer um assassinato. Marco parecia bem à vontade na cidade, mas é bom ele realmente abrir os olhos em relação aos pedidos de Klubai, e o mais importante, sempre dizer a verdade.


A urna com cabeças dos soldados mortos na batalha de Wuchang, ao contrário do que muitos poderiam prever, não intimidaram ou deixaram Klubai com sede de vingança, mostrando que ele possui as virtudes de um líder oriental ao não perder a razão. Mesmo agindo algumas vezes como um bárbaro, Khan mostra que sabe jogar e com certeza saberá a hora certa de entrar no campo de batalha novamente. Do outro lado da história, Jia Sidao, o sádico chanceler de Xiangyang, parece não temer a fúria de Khan. Certamente ele deve ter um grande plano para derrubar o imperador.


Gostei, mesmo que ainda de forma tímida, da utilização do Kung Fu em algumas cenas deste episódio, além da explicação teórica do mestre Cem Olhos. Khan mostrou ser um líder paciente e Marco mais uma vez viu o poder de suas palavras se transformarem em sangue. Jingim está sendo testado após sua derrota, e os rebeldes começam a ganhar mais espaço na história. Mas a verdade é que eu quero ver logo o que aconteceu com Marco após a última cena deste episódio, e contarei mais sobre ele na próxima review. Até mais!

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