Gotham 1x12 – What the Little Bird Told Him

Aquilo que ofende a mitologia é esquecido com o ressurgimento de Don Falcone.


Chegou o dia de conversarmos um pouco mais sobre Gotham. Como ficou claro, What the Little Bird Told Him tem o tom de continuação para os eventos que vimos na trama central de Rogues’ Gallery, a fuga do Eletrocutador. Não me entendam mal. Ainda estou razoavelmente insatisfeito com algumas coisas que a série fez que ignoram descaradamente a mitologia do nosso amado Cavaleiro das Trevas, mas, se a série realmente seguir com essas reformulações, focando-se na real trama da luta de Gordon contra a corrupção, e se tivermos mais umas duas ou três cenas com Falcone nessa nova vibe, a série fará valer a pena aguardar pela recém-confirmada segunda temporada. Mas, chega de “entretantos”, partamos agora para os “finalmentes”.


O episódio mostra a jornada de Jim para retornar ao seu posto original na GCPD, e Gruber serve a esse propósito muito bem. O lado mais agressivo do personagem – o mesmo que disse “Kiss my ass” ao prefeito anteriormente – finalmente está sendo abordado. Acho sábio terem retirado Bruce, Cat e outros personagens que gastam a nossa suspensão de descrença para investir em Falcone e Jim. Um novo dia surgiu para ambos os personagens. Ver Gordon chantagear o comissário para recuperar seu cargo fez todos terem certeza de que, embora não tanto como Gary Oldman, esse Gordon também é bem badass.


Mas (já venho repetindo isso nessas poucas linhas até aqui) o real motivo para você por um rating alto para o episódio é o conjunto Fish-Falcone-Pinguim.


Como já esperávamos, Fish finalmente se acha pronta para aplicar a cartada final e tomar a família de Falcone. Justificando o título do episódio – numa tradução meio mais ou menos, “o que o passarinho me contou” –, o Pinguim revelou, no melhor momento possível, que Liza era um plano de Fish desde o início, o que trouxe de volta o lado Godfather de Carmine. Toda a organização de Fish acabou por ser assassinada pelo nosso amigo Zsasz. E a cena em que Falcone mata Liza?! Simplesmente impagável. (#AplausosLentosEDramáticos). Sem contar que o Pinguim conseguiu realmente vingar-se de Fish. O sorrisinho dele foi pior do que toda a situação para ela.


Ah, tanta empolgação com o alto padrão em que colocaram Falcone neste episódio quase me fez esquecer de falar de um outro vilão que parece começar a ser trabalhado: o nosso adorado E.Nygma. A relação dele com o bromance Bullock-Gordon funcionou muito bem nesse episódio. E ele ser desprezado por outros e pela Srtª Kringle só aprofunda a construção do personagem como o old-school psychopath que ele é. A coisa com o cupcake e a bala foi até delicada, mas queremos ver a insanidade característica do personagem fazer o seu papel.


Não pensem que eu não farei uma menção à maneira com que Jim conseguiu parar o vilão da semana. Foi tão algo do tipo “whatever, eu sou Jim Gordon, vai funcionar” que simplesmente saiu perfeito. Pareceu uma daquelas cenas que não fazem parte do roteiro e que o diretor filma por acidente e acaba vendo que a genialidade da cena supera qualquer roteiro.


Não vou falar de Bárbara porque... bom, há coisas melhores para se gastar linhas do texto.


Falando nas coisas melhores, Morena Baccarin continua, como sempre, sendo adorável em suas atuações. Eu li a entrevista dela pouco antes de ver o episódio e pude perceber que ela realmente está a vontade em fazer o papel e a série. O momento dela com Jim no final do episódio só me faz pensar mais nos rumos que a personagem pode tomar.


Bom, resta-nos esperar para ver. Mais uma vez, parabéns a Gotham por um episódio espetacular e que prova que a série ainda pode se redimir com os fãs do Cavaleiro das Trevas. Vamos esperar que Welcome Back, o próximo episódio, mantenha este padrão. Nos vemos lá.

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