Forever 1x12 – The Wolves of Deep Brooklyn

Algumas coisas nunca mudam.


Bom, com um certo atraso – desculpem por isso – e depois de algum tempo, voltamos a nos reunir para discutir Forever. Depois de ter nos deixado numa situação bem complicada na Mid-Season Finale, a série retornou com um episódio que, surpreendentemente, não deu continuidade aos eventos anteriores, pelo menos não completamente.


Em “The Wolves of Deep Brooklyn”, Forever nos coloca algumas semanas depois dos acontecimentos retratados em “Skinny Dipper” e vemos que Henry está tendo problemas em aceitar o que Adam – que não teve outras menções neste episódio – o forçou a fazer. Na cena do crime do início do episódio, fica claro que Lucas e Jo sentem falta de Henry – e quem não sentiria trabalhando com aquele velho mal-humorado como substituto do nosso adorado Dr. Morgan? – e que para eles também tem sido difícil não poder ajudá-lo a passar pelo momento em que ele se encontra.


Um outro ponto positivo do episódio é o de se aprofundar na juventude de Abe. Os flashbacks dele quando criança foram muito produtivos, trazendo o peso que os pais enfrentaram ao mandar seus filhos para o Vietnam – especialmente neste caso, em que ambos os pais estiveram em outras guerras – e mostrando como a relação entre esses veteranos ainda existe. A inversão na preocupação – Abe assumindo o papel de protetor preocupado, tentando zelar pela sanidade de Henry – ficou mais evidente neste episódio do que em qualquer outro. E ainda falando da juventude de Abe, trazer outros personagens ligados a ele e rememorar as “traquinagens” dele daquela época funcionam muito bem com o roteiro, tendo – infelizmente para Marco – servido ao propósito de devolver Henry a ativa. Sem contar, é claro, com o patriotismo que é passado aqui.


No caso da semana, a morte de Jason, fica claro que mesmo tendo aspirado seguir a vilania e os passos de Oliver Clausten, Jason ainda tinha os valores com os quais Marco o criou. À sua própria maneira, ele pretendia fazer a coisa certa.


Foi, decididamente, um bom episódio, cheio das deduções que amamos ver, sem contar com algumas outras gratas surpresas – cada dia mais o aprofundamento da Tenente Reece me impressiona – e, é claro, vários “momentos” entre Henry e Jo – como não shippar esses dois? –, que tiraram ainda mais o tom pesado que a investigação criminal teve. Resta-nos agora temer pelo retorno de Adam e esperar para saber o que acontecerá nos próximos episódios. Até lá.

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