Elementary 3x11 – The Illustrious Client


“There’s an unmarked police car parked in front of your building. I’d rather they not catch a glimpse of me through your windows.”



Como imaginei no último episódio, Elementary está voltando aos eixos. O desenvolvimento do que aparenta ser o plot principal da temporada está acontecendo, mesmo que gradualmente. Confesso que, quando vi que esse episódio seria todo focado no cara que raptou Kitty, fiquei com medo de transformarem isso em somente mais um caso semanal, e a história tem potencial para muito mais. Acho que, antes desse episódio, não tínhamos visto todo o potencial da Kitty, ou da atriz que a interpreta. Mas “The Illustrious Client” veio mostrar que Kitty tem seu lugar ali sim, e que esse lugar ultrapassa a barreira de simplesmente abrir portas para uma história central. Senti falta disso na segunda temporada, foi isso que me fez gostar tanto da primeira e estou feliz que estão retornando com isso agora na terceira.




“So it’s denial, is it?”



O episódio foi todo focado em Kitty, mas, ao mesmo tempo, senti que ela foi quem menos apareceu. Não sei qual foi a intenção disso, mas, para mim, quiseram passar, novamente, o sentimento que Sherlock e Watson têm pela novata. Quando Kitty aparecia, porém, era como se as cenas fossem dela. Me surpreendi com a maneira com que a atriz conseguiu passar de menininha confusa no canto tentando aprender para mulher confiante, com uma presença chamativa. Gostei desse lado que apresentaram dela agora, e acho que não engolia muito a personagem por ela ser um capacho do Sherlock.


Falando nele, acho que o entendimento do personagem de que ele sabe tudo sobre tudo pode fazer com que ele erre em alguns casos. Vimos que, ao tentar ajudar a aprendiz comparando o que ele passou com o que ela experienciou, ele acabou soando prepotente e a machucou mais do que ajudou. Foi o primeiro momento em que vi Kitty respondendo, pondo o pé no chão e determinando seu espaço, algo que senti falta desde sua adição na série. Senti que aqui conseguimos definir quem é a Kitty além do Sherlock, algo que era vago para mim.


O novo trabalho da Watson serviu mais para definir o novo plot da temporada do que como trabalho de fato. Depois das revelações no final do episódio (que parecia mais um finale do que um episódio semanal), ficou meio claro que ela deve trabalhar lá para se aproximar e descobrir algo, ou pedir demissão direto – coisa que não acredito que ela vá fazer. Achei meio coincidência tudo isso acontecer nesse tempo, e ficou meio forçado o fato de o chefe dela ser o homem que sequestrou a Kitty, mas séries são séries, né? No geral, fiquei bem feliz com esse episódio e com o rumo que as coisas estão tomando. Apesar de terem deixado muitas ótimas oportunidades passarem, parece que escolheram uma para focar e desenvolver até o fim da temporada. Espero que Del Gruner esteja à altura de Sherlock, Watson e Kitty e que o resto da temporada seja tão bom quanto foi quando tivemos Moriarty na primeira.


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