Forever 1x10/11 – The Man in the Killer Suit/Skinny Dipper

Os segredos não ficam escondidos para sempre.


Enfim, depois de uma ausência não-programada e muito grande – mil desculpas por isso –, voltamos a nos reunis para discutir os acontecimentos em Forever. E, por causa da demora, e como tem sido com outros dos meus textos, esta será uma review dupla, sobre os acontecimentos de The Man in the Killer Suit (exibido no dia 02/12) e Skinny Dipper (exibido no dia 09/12). Espero, assim, compensar pela demorada ausência entre a nossa conversa anterior e esta.


Como sempre, falarei primeiro dos acontecimentos em The Man in the Killer Suit, que foi ao ar no dia 02/12.


Acho que até aqui, nenhum episódio tinha balanceado tão bem todos os plots. Aqui, os flashbacks e a vida pessoal de Henry – e de Abe – foram apresentados em perfeito equilíbrio com o “caso da semana”.


Por sinal, que “caso” intrigante! Desta vez, nos deparamos com um nobre – “Does no one understand the difference between Nobility and Royalty?” – aristocrata que é encontrado morto no Central Park e, logo de chegada na cena, Henry não só refuta a identidade do nobre – que não poderia ser um legitimo Cavendish, já que tanto o título quanto a linhagem tinham desaparecido séculos atrás –, mas o tipo de crime, que obviamente não tinha nada de latrocínio – roubo seguido de morte –, já que a vitima ainda tinha todos os seus pertences.


A questão sobre esconder segredos aponta para um futuro próximo de Henry – algo que o final do episódio confirma. Manter esses segredos pode ter consequências letais. Isso nos mostra que, agora que terá uma temporada completa, a produção está disposta a se empenhar ainda mais nas aventuras do Dr. Henry Morgan.


Não posso deixar de mencionar um dos melhores alívios cômicos que a série teve até aqui, e surpreendentemente não se originou do personagem que existe na trama unicamente com esse propósito – claramente, essa é uma das únicas funções de Lucas –, mas sim de Hanson e de sua frase mais que hilária:




“Henry already figured this out, didn’t he?”



Já que todas às vezes em que o detetive se deparava com alguma grande revelação sobre o caso e ia compartilhar a mesma com Jo e os outros, Henry já havia se deparado com a mesma revelação.


Outro fator que a série continua usando muito bem são as cenas de necropsia. Há sempre um gatilho para o passado em uma delas, ou sempre algum tipo de reflexão moral que nos faz pensar um pouco, algo que é característico da personalidade do nosso doutor.


Ah, e como não falar da eterna tentativa de Jo de descobrir mais sobre o passado de Henry? As cenas no alfaiate e a cena do final, quando Jo afirma que um dia ele se abrirá com ela também servem para alimentar as suspeitas de que, eventualmente, Henry terá que revelar seu segredo.


Mas quem realmente se destacou neste episódio foi Abe. Vemos como o segredo de Henry o fez se mudar repetidas vezes no passado, e como isso afetou a sua vida pessoal, fazendo-o – pelo menos no trecho retratado aqui – perder o contato com seus amigos. E quem não adorou a participação especial da nossa adorada – ou não! – Blair Brown (Fringe), que deu vida a Fawn Mahoney?


E, como o episódio nos deixou com Henry sendo raptado pelo seu Anonymous Caller, terminarei por aqui e partirei para os detalhes do próximo episódio.


Agora, vamos conversar um pouco sobre Skinny Dipper, que foi ao ar no dia 09/12 e que também é a Mid-Season Finale desta temporada, o que significa que, depois deste texto, só nos veremos para falar sobre Forever em 2015.


Bom, desta vez, como vimos no fim do episódio passado, Henry estava nas mãos de Adam, seu Anonymous Caller, que disse ter 2000 anos e compartilhar a “doença” de Henry, sendo também um imortal. Ah, como vocês devem ter percebido, a identidade de Adam foi revelada neste episódio e, caso eu acidentalmente acabe por compartilhar tal informação, já antecipadamente me desculpo pelos spoilers e recomendo que vocês assistam ao episódio antes de lerem, caso não queiram ter a surpresa estragada.


Este episódio é o que traz Henry e seu perseguidor em maior contato. Foi um dos mais intensos e chocantes até aqui, como era de se esperar de uma Finale. O fato de que Adam não teme a morte, na verdade, até a abraça, é algo que só nos faz temer mais pelo futuro de nosso protagonista e de seus aliados.


É claro, como Henry volta a morrer neste episódio, novamente ele é preso por nudez pública – atentado violento ao pudor – e não só uma, mas duas vezes, embora tecnicamente ele não tenha morrido para resultar na segunda prisão. E, quando a Tenente Reece analisa a ficha de Henry, onde outras ocorrências da mesma natureza já existiam, ela ordena que ele se consulte com um terapeuta. É quase que cômico que tenhamos nos reencontrado com Burn Gorman, que chega até nós com um papel menos que em nada nos lembra o Dr. Lecter, o que realmente prova que os maiores sociopatas tem mesmo uma camuflagem social, até que fica claro que Adam está tentando incriminar Henry, ou melhor, que ele está tentando conduzir Henry no caminho do assassinato, numa nova interpretação da busca pela morte que Henry tem feito.


O episódio em si conteve muita coisa que não pode ser literalmente descrita. Há muito material para refletir, há muita ação, e palavra alguma pode descrever o temor que a voz de Henry trazia quando ele acreditava que o possível Adam a sua frente havia matado Abe.


Como sempre, o final do episódio, que nos revela que o Gorman, o Dr. Farber, era na verdade Adam, nos deixa com um enorme cliffhanger que só será resolvido em janeiro.


E, com os maiores desejos de boas festas e de um feliz ano novo, eu encerro as nossas conversas sobre Forever, pelo menos em 2014. MAS, como o dia 06/01 – que é a data para o retorno da série – já está bem próximo, não ficaremos sem nos falar por muito tempo. Então, até logo.

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