Constantine 1x07 – Blessed Are the Damned

Nem mesmo os Celestiais podem se abster dessa guerra.


Bom pessoal, depois de uma longa ausência – mil desculpas por isso –, retornamos o nosso papo sobre Constantine. Hoje, vamos conversar sobre Blessed are the Damned, o episódio que foi exibido no dia 05/12 e que trouxe várias surpresas agradáveis.


Num episódio que chega até nós dizendo que Chas está de folga, visitando a filha, o que leva a mente do leitor a pensar que “este vai ser outro episódio mais pacato, sem muita ação...”, acho que os leitores – assim como eu – nunca ficaram mais felizes por estarem errados.


O episódio se inicia com Zed em uma aula de artes, na qual a mesma tem uma visão relacionada a um episódio de quase-morte de um pastor que misteriosamente “recebe” o “dom” da cura, trazendo multidões à sua igreja (construirei mais à frente uma pequena relação sobre isso). Constantine e Zed partem para investigar.


É aqui que o tom mais sóbrio – próprio dos personagens Vertigo – mostra que está finalmente apoderando-se de John e da série. O humor negro, o cinismo religioso e até uma pequena dose de indecência já estão muito mais presentes no personagem do que antes. A qualidade da série melhora a cada dia mais. E ao fazer isso, o papel de Zed como a figura do espectador, sempre questionando, sempre buscando compreensão e entendimento sobre o universo no qual ela cada dia mais adentra, fica cada dia mais forte.


Não sei vocês, e talvez não haja uma relação – o final me provou certo .., mas já me adianto –, mas a comoçãozinha criada pelo pastor muito se assemelha ao que os leitores de Hellblazer viram dos membros do Salvation Army. É impossível não ver no rosto de Maria – os old-school readers de Hellblazer sabem a que me refiro – a preocupação com a comoção, quase como se lembrasse a ela da família dela. A cena do batismo foi idêntica aos eventos apresentados na consagração dela (a que dá errado e termina em eventos tão catastróficos).


Acho que todos ficaram tão gratamente surpresos quanto eu pelo fato de que tivemos não um, mas dois anjos em um único episódio. Manny finalmente começa a se desenvolver como personagem e a atuar de maneira significativa no desenrolar da trama. O diálogo dele com Imogen, a tentativa de um ser tão superior ao compreender algo com o qual ele não é familiarizado, a tentativa de um anjo de entender os meios humanos... foi uma cena digna dos textos do Eduardo Spohr (sou muito fã das obras dele). Até mesmo as divagações conspiratórias sobre extinguir a humanidade e retomar a Terra me lembraram do eventos presentes n’A Batalha do Apocalipse.


Bom, já me prolonguei demais – e provavelmente dei alguns spoilers acidentais também. Me despedirei aqui. Como todos vocês sabem, a série encerrará a temporada no seu 13º Episódio, e ainda se encontra na bolha do cancelamento. Não sabemos nada sobre o futuro dela, mas há algo que posso afirmar: os fãs de Hellblazer, aqueles que acompanharam as aventuras de John desde sua aparição no Swamp Thing, estão satisfeitos com a adaptação. E mesmo tendo um curto espaço de tempo, a série já provou repetidamente que tem potencial. Resta-nos torcer para que ela seja renovada – ou, quem sabe, para que o Netflix a resgate... afinal, Marco Polo foi muito bem feita... já começo a divagar hahaha – para que possamos continuar acompanhando as aventuras de John Constantine. Até a próxima.


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