Constantine 1x06 – Rage of Caliban

#SaveConstantine


Bom, pessoal, é no meio de um momento nebuloso para o futuro da série que nos reunimos para conversar sobre Constantine. Como todos sabem, a NBC – que continua fazendo o possível para se tornar o canal mais odiado da Fall Season – não encomendou novos episódios para a temporada de Constantine, e ainda colocou a série na “bolha” dos possíveis cancelamentos. E, como todo legítimo fã dos quadrinhos – e o próprio Matt Ryan –, eu estou abraçando a campanha #SaveConstantine.


Agora que esclareci minha linha de abertura nesta review, vou fazer uma outra observação antes de partirmos para os detalhes do episódio em si. Há alguns anos, nós fãs fomos tratados com o mesmo desrespeito pela FOX, que tratou Firefly, a obra-prima de Joss Wheadon. Naquela época, a FOX não só fez exatamente o que a NBC fez com Rage of Caliban – exibir os episódios numa ordem diferente da qual os mesmos foram idealizados –, mas também não exibiu nos EUA o final da temporada. Temo que a NBC esteja seguindo o exemplo da FOX nisso, embora a FOX já tenha compensado essa maldade com séries como Sleepy Hollow. Bom, já reclamei, e já convidei vocês a abraçarem a campanha #SaveConstantine, então vamos ao detalhes de Rage of Caliban, o episódio desta semana de Constantine.


Para quem não conhece a trajetória de Constantine nos quadrinhos, talvez não tenha ficado evidente como é difícil para John propor o que ele propôs neste episódio: exorcizar uma criança. Foi numa situação similar aos eventos envolvendo Astra – New Castle – e aquele é um peso que não é fácil de se enfrentar. De certa forma, foi uma maneira de vermos esse lado do personagem, o que faria muito mais sentido que acontecesse logo depois do piloto, e não tão dentro da temporada (#HateYouNBC). O tom de continuidade ao piloto fica tão aparente que até a ironia de John sobre o Hospital Psiquiátrico se encaixa.


Se Many tivesse sido apresentado dessa maneira logo no início, como um mecanismo de humor negro, um contraste a moral duvidosa de John, o personagem teria se mostrado bem mais cativante.


Vimos aqui um John Constantine muito menos codependente de parceiros (como Chas ou Zed) e muito mais o John Constantine que os fãs de Hellblazer estão acostumados a ver: criativo, irônico, que utiliza magias de todos os tipos sem muitos escrúpulos. E saber que o episódio foi exibido fora de sua ordem original – este episódio deveria ser exibido como o segundo da temporada, logo após o piloto – só mostra o quanto a NBC desrespeita os fãs, o quanto a emissora não apostava na série desde o começo.


Na semana passada fomos deixados com a notícia – trazida pela irmã de Papa Midnite – de que alguém ira trair John, mas essa tensão foi deixada de lado neste episódio, e se não tivesse sido tão inconsideradamente editado e exibido fora de ordem, teria sido um excelente episódio. Pelo menos, nos mostrou um exemplo próximo dos acontecimentos de New Castle, que provavelmente não veremos.


Bom, vou parar por aqui. Não sei mais o que dizer, porque a série está atendendo todas as exigências dos fãs – e se o episódio tivesse sido exibido logo após o piloto, não teríamos nem que ter reclamado da falta do cigarro – e mesmo assim o fantasma do cancelamento já nos assombra. Vou deixar vocês com mais um pedido de que adotem a campanha #SaveConstantine se quiserem que continuemos a ter essas nossas conversar. E, como é de costume, nos vemos no próximo episódio.

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