Brooklyn Nine-Nine 2x11 – Stakeout

Numa temporada tão boa, podemos sobreviver a alguns episódios “just ok”.


Bom, chegou a nossa última conversa sobre Brooklyn Nine-Nine em 2014. E, mesmo a série voltando bem no começo de janeiro – 04/01 –, ainda vamos passar uns dias sem debater a turma da delegacia mais maluca do Brooklyn. O único problema é que eu esperava me despedir de Brooklyn Nine-Nine em 2014 com um episódio melhor que Stakeout.


Não me entendam mal, o episódio seguiu direitinho algumas das fórmulas que fizeram desta temporada exponencialmente melhor do que a anterior, tivemos participações especiais, um bom adensamento de certos personagens, mas a trama principal não foi tão bem construída como poderia ter sido.


Mas, para não passar a impressão errada, falarei primeiro dos abundantes pontos positivos do episódio para depois questionar as escolhas não tão boas assim.


Primeiro, ver Holt triunfar sobre Wunch, graças ao sucesso da Força-Tarefa foi muito bom. Não só humanizou o personagem, que perdeu seu tom robótico mais uma vez e adquiriu um tom meio cômico meio triste – já que, embora o “Wunch time is over!” tenha sido um ótimo trocadilho, não foi nem um pouco tão engraçado quanto seria se Peralta fosse o enunciador – o que no geral funciona. Holt teve cenas melhores no episódio, especialmente porque aqui tivemos Rosa sendo contrastada com ele. Noutra das bem-sucedidas participações, a série trouxe Nick Cannon como um sobrinho do Capitão, por quem Rosa se sente “atraída”. Este plot rendeu muitas cenas boas, porque o constrangimento dos dois – Rosa e Holt – por terem que interagir em situações mais “vida pessoal” foi impagável. A cena da cozinha é impossível de descrever.


Outro plot produtivo da série foi, mais uma vez, criado por Terry. Em sua tentativa de criar um presente para as filhas, ele desenhou um livro infantil que usa os membros da 99ª como modelos para os personagens. Claro que Gina e Amy – que não teriam espaço em nenhum outro plot – se irritaram por não concordarem com a maneira como Terry retrata a personalidade delas, o que, obviamente levou a uma maior reflexão sobre o comportamento de cada uma (uma ótima sacada da produção em dar um tom de “moral” de histórias infantis a um plot que envolve histórias infantis).


Já sobre o plot que não deu certo, Peralta e Boyle se voluntariaram para uma tocaia de oito dias – apesar de todos dizerem que não era uma boa ideia – num espaço pequeno. O bromance deles nunca havia sido testado de forma tão agressiva, e a lista do não foi realmente engraçada, mas toda a situação ficou mais parecida com uma crise de um casal de meia idade do que uma real operação policial.


Mas, como meu presente de fim de ano para vocês, vou fazer deste um texto curto e com poucas críticas. Assistam o episódio e tirem suas próprias conclusões sobre o que foi relatado acima. Então, boas festas, feliz ano novo, e até 2015 com retorno de Brooklyn Nine-Nine.

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