Metal Gear 5 - Ground Zeroes | Crítica

Não importa os argumentos do Kojima, Metal Gear 5 – Ground Zeroes não é um jogo, é uma DLC e ainda no quesito DLC, é uma DLC extremamente curta, por isso eu posso dizer que de cara, Ground Zeroes perde pontos por isso, eu terminei o modo história em 40 minutos e tem gente por aí na internet que conseguiu terminar em menos de 10 minutos, acho que ninguém, mesmo querendo muito aproveitar cada gota de lama renderizada no jogo, consegue passar de 3 horas.


Agora colocando isso de lado e aceitando o jogo como uma DLC, Metal Gear V – Ground Zeroes promete muito, a jogabilidade é sensacional, nunca um Metal Gear foi tão bom de ser jogado quanto esse, a forma como os controles funcionam não são exatamente intuitivos, mas depois que aprendemos a controlar Snake, tudo fica fluído e interessante.


Em termos de trama, esse Metal Gear não tem muito o que apresentar, alias, tem pouco e a trama ainda é insatisfatória, apenas deixando um gostinho de quero mais pelo que esta por vir em Phantom Pain e acaba sendo apenas uma ponte entre Metal Gear – Peace Walker e Metal Gear V – Phantom Pain.


Alias, se Ground Zeroes é uma introdução a Phantom Pain, nisso ele é extremamente bem sucedido, quando depois de 40 minutos eu terminei o jogo, foi frustrante perceber que esse era apenas um Tutorial Glorificado de um jogo maior que está por vir, não tem nem sequer uma batalha legal com um Chefão de Fase em Ground Zeroes, mas me deixou animado para pensar em como essas batalhas serão no futuro, acredito que a nova e boa ideia de dar uma estrutura livre e não linear para o jogo não impeça que possamos ter chefões bacanas para batalhar no game.


Ao menos a Base Omega, onde se passa a fase única desse jogo é um ambiente extraordinário, nada natural também, tem muita coisa convenientemente posicionada para alguém poder ter certa facilidade para invadir a base, mas ainda assim é sensacional. As opções que ela nos dá para trabalhar com ela e diversificar as escolhas que temos sobre como abordar a missão são grandes, as opções de interrogatório e o modo de câmera lenta que é ativado quando somos descobertos, são outras grandes adições ao game que influenciam bastante como nós vamos prosseguir com o objetivo que temos.


Contudo o mais impressionante de todo o jogo, possivelmente é a I.A. dos inimigos, os inimigos são fortes e inteligentes e isso é muito interessante, antes ser visto por um inimigo em um jogo da série significava quase morte, na certa, se você não agisse rápido, reforços viriam atrás de você e em partes por causa da jogabilidade travada e até ultrapassada, em questões de combate, você tinha quase que a obrigação de tomar o caminho Stealth nas missões, agora, com uma jogabilidade muito mais fluida, a única coisa que pode te fazer querer tomar um caminho Stealth e não o caminho Rambo, é a qualidade dos inimigos e Kojima foi muito bem sucedido nisso.


Mas uma pequena falta que sentimos nesse Metal Gear é a voz do Snake que foi substituída, o simpático e divertido David Hayter foi trocado por Kiefer Sutherland, o Jack Bauer em pessoa, ainda que ele também faça um trabalho tão bom quanto o de seu sucessor, eu já estava acostumado com a voz de Hayter e ver Snake com uma voz diferente é um pouco bizarro.


Enfim, eu não sou um fã de Metal Gear, tem muita coisa que eu não gosto nessa série e por mais que Metal Gear V – Ground Zeroes seja um bom jogo enquanto dure, ainda não me fez mudar de opinião, mas com certeza me deixou ansioso por Metal Gear 5 – Phatom Pain e esse sim, eu sei que pode me fazer virar o mais novo fã da franquia de Kojima.


 
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