10 Melhores Filmes Baseados em Fatos Reais dos Últimos Anos!

 

Tá aí uma lista sofrida de se fazer e resumir, porém como a força está comigo e com a galera aqui da redação apresentamos a vocês o Top 10 Melhores Filmes Baseados em Fatos Reais dos Últimos Anos, que de antemão já deixo claro ter o foco em produções dos anos 2000.

Esclarecidos os fatos, saibam que esse Top 10 tem para todos os gostos, desde cinebiografia até filme de terror e que obviamente existem outros tantos centenas de filmes que poderiam se apresentar aqui, mas como a vida não é perfeita (e você deve saber disso) não estão na lista. Enfrentamos batalhas sangrentas e debates inflamados até chegar a esse resultado final que ainda sim não deixou o editor master (Sr. Navarim) 100% satisfeito.

Mas então, chega de conversa e confira as obras primas do cinema que aconteceram com pessoas comuns e acabaram nas telonas.

Desliguem os celulares e se acomodem nas poltronas, a pipoca é opcional!

Esse ainda está bem fresco na cabeça de muitas pessoas, primeiro porque filme de terror geralmente é algo marcante (até quando é ruim) e segundo que a A Invocação do Mal (The Conjuring) estreou em setembro desse ano.

O filme que retrata um casal (Ron Livinston e Lili Taylor) e suas cinco filhas, assustados com os estranhos acontecimentos na nova casa e que contratam um famoso casal de investigadores paranormais (Patrick Wilson e Vera Farmiga) para descobrir o que há de errado com o seu novo lar, é, acredite você ou não inspirado em fatos reais. 

A Invocação do Mal representou nos cinemas eventos ocorridos com a família Perron na cidade de Harrisville, em Rhode Island. E mesmo com todos os traumas e lembranças apavorantes Roger Perron e seus filhos chegaram a conhecer os sets de filmagem do longa-metragem. Além disso, Farmiga ainda teve a colaboração da verdadeira investigadora médium Lorraine Warren. Todo o drama da família Perron se passou nos anos 70 e eles viveram dez anos no local, em meio às visões, barulhos inexplicáveis e objetos que se moviam sozinhos. Andrea, a filha mais velha do casal escreveu três livros relatando o período que estavam na casa.



O nono lugar, Milk – A Voz da Igualdade apesar da sua história marcante não é o tipo de filme que agrada a muitos gostos, porém é complicado ignorar o filme tão revelador social e historicamente onde Sean Penn, sob a direção de Gus Van Sant vive o ativista Harvey Milk, primeiro homossexual declarado a ser eleito para um cargo público.

Toda a trama do filme que chegou aos cinemas em 2008 apresenta a história ambientada durante os anos 70 no EUA, o qual Harvey Milk (Penn), decide enfrentar a violência e o preconceito da época e sai em busca de direitos e oportunidades para todos, sem discriminação sexual. A partir daí com ajuda de amigos e voluntários ele é eleito para o quadro de Supervisor da cidade San Francisco, alcançando assim uma posição nunca antes ocupada por um gay.

A história de Milk serviu para abrir as portas de inúmeras discussões não só relacionadas à opção sexual como a discriminação em geral.  Outro ponto real que se vinculou a ficção foi o fato de o apartamento usado durante as filmagens ser o lugar esse onde o verdadeiro Harvey viveu. O documentário The Times of Harvey Milk também abordou a vida do ativista. Se não viu, veja!



Chegando aos cinemas em 2010, O Vencedor (The Fighter) com assinatura de David O. Russel e estrelado por nomes como Mark Wahlberg, Christian Bale, Amy Adams e Melissa Leo, é intenso e arrebatou o público mostrando Dicky Ecklund (Bale) no auge de sua carreira ao enfrentar o campeão mundial Sugar Ray Leonard em uma luta de boxe, o que colocou cidade de Lowell no mapa. Que após anos ainda vive desta fama, apesar dos seus problemas com as drogas. Tentando ajudar seu irmão, Micky Ward (Wahlberg) a entrar no mundo do boxe acaba por “atrapalhar” a ascensão do lutador, configurando assim um grande confronto familiar ao correr atrás dos seus objetivos.

 A primeira vista mais um filme de luta com certo drama envolvido, O Vencedor vai além sendo uma produção rica e consistente, prova disso foram os Oscars que Bale (Melhor Ator Coadjuvante) e Melissa Leo (Melhor Atriz Coadjuvante) levaram em 2011.

 Um ponto extra do filme é que no fim da história temos a chance de conhecer os irmãos pugilistas na vida real, que se repararmos veremos os trejeitos apresentados no longa-metragem nos lutadores de verdade. O Vencedor é a oportunidade de aproximação com um esporte muitas vezes marginalizado e que acaba tendo ignorado todos os conflitos que envolvem a prática desse desporto.



Quem assistiu 127 Horas, provavelmente guarda na memória as sensações de angústias partilhadas com o James Franco na produção de 2010, assinada por Danny Boyle, que levou ao conhecimento do público a história com cara de ficção, mas que aconteceu de verdade!

Franco revive nas telonas o drama intenso do alpinista Aaron Ralston, que lutou pela sobrevivência após sofrer um acidente em maio de 2003, enquanto fazia mais uma escalada nas famosas montanhas de Utah, nos EUA. Ralston ficou com o braço preso em uma fenda durante mais de cinco dias, passando por provações severas da natureza e principalmente do seu psicológico. Particularmente 127 Horas me passou o lembrete de jamais ir a algum lugar sem que alguém tenha conhecimento dos seus planos.

Fator que também contribuiu para a boa realização do longa-metragem e da cobertura dos fatos reais foi que Franco e Boyle tiveram acesso exclusivo ao vídeo original feito por Ralston, enquanto estava preso na montanha. Ainda envolvendo a câmera, saibam que a mesma que esteve com o alpinista gravando seu sofrimento foi utilizada por Franco em 127 Horas. O diretor também rodou algumas cenas no local onde tudo aconteceu originalmente. Se não viu veja!


Nada mais coerente quando se fala em atos reais do que uma cinebiografia. Piaf – Um Hino ao Amor (La Môme) é outra produção tão rica e intensa quanto às outras reveladas até aqui. Lançado em 2007, somos seduzidos pela produção francesa assinada por Olivier Dahan, com a excepcional atuação e caracterização de Marion Cotillard, que vive na trama a cantora Edith Piaf ou Édith Giovanna Gassion.

Exibindo a vida da cantora francesa dos seus 3 anos de vida até os seus últimos momentos, acompanhamos o quanto a trajetória de Piaf foi tortuosa, lidando com um pai alcoólatra, cegueira, e a cura milagrosa da mesma e a rotina enlouquecida de uma jovem de 15 anos que vaga pelas ruas de Paris até conseguir a sua chance de ouro, se tornando assim o grande ícone conhecido mundialmente até hoje.

Vale lembrar que apesar de retratar a vida de uma cantora, Piaf – Um Hino ao Amor não é um musical e que pode não interessar aos menos ligados a esse tipo de universo musical. Também merece ser enfatizada novamente a atuação de Cottilard, que fica irreconhecível e encarna de forma visceral a intensa realidade da musa inspiradora, a atriz necessitava de cinco horas de maquiagem quando chegou ao estágio mais velho de Piaf. Se você já ouviu “La Vie en Rose” já chegou bem perto disso tudo!

Tá aí um filme querido por muitos, Frost/Nixon. O filme de 2008, com direção de Ron Howard e roteiro de Peter Morgan, tomou conta das telas de cinemas com a dramatização de várias entrevistas televisionadas em 1977 de Richard Nixon, ex-presidente dos Estados Unidos ao jornalista britânico David Frost.

Frost/Nixon mostra Nixon, vivido por Frank Langella esclarecendo pontos obscuros do período em que esteve no governo, na tentativa de usar esses “argumentos” como a sua volta à política, no programa de Frost (Michael Sheen), o que resultou em uma batalha épica entre eles que foi assistido por 45 milhões de pessoas no decorrer de quatro noites. Assim como Langellas, Sheen também viveu o seu personagem saído do mundo real na montagem teatral, fato esse que fez com que Howard exigisse a escalação de ambos ou não entraria no projeto.

A produção Frost/Nixon é a retratação no cinema de um marcante episódio da política americana, porém mesmo se pautando em fatos reais historiadores torcem o nariz quanto a essa adaptação que eles alegam ter algumas imprecisões, mas que nem por isso desqualifica uma obra tão rica.

http://www.youtube.com/watch?v=7Axo80kr9DM

A produção francesa, Os Intocáveis (Intouchables) de 2012, ao contrário da maioria dos outros participantes dessa lista não é focada no drama -mesmo exibindo uma história de vida difícil- ela nos apresenta uma comédia emocional capaz de fazer nascer aquele risinho no canto da boca sem que você perceba.

O ator François Cluzet, vive Philippe, homem rico que após um grave acidente se vê tetraplégico e precisando de ajuda, contratando assim Driss (Omar Sy), jovem problemático e sem a menor noção e tato com aquela situação. A partir disso começa nascer uma bonita relação de amizade onde cada um ensina um pouco ao outro, produzindo assim situações engraçadas, sem que jamais haja um olhar ou reação de Driss para Philippe como se ele fosse um coitado.

A ideia de Os Intocáveis surgiu após o conhecimento do cineasta pelo documentário “A La Vie, À La Mort”, que revela a trajetória desse jovem e desse homem, agora tetraplégico. Para melhor atuação o ator Cluzet encontrou o verdadeiro Philippe Pozzo di Borgo na intenção de observar seu jeito, movimentos e respiração para viver o personagem. Bonito, leve e tocante assim é o longa-metragem francês que no fim ainda podemos ver os verdadeiros donos da história.

http://www.youtube.com/watch?v=FpwuGtn8aGA

Esse é um filme que não poderia ficar fora da lista, principalmente pelo fato de que a ferramenta criada no longa seja, atualmente umas das mais usadas entre os internautas. Assim chegamos ao nosso terceiro lugar com A Rede Social (The Social Network), produção americana de 2010 que apresenta o nascimento do Facebook, rede social que vem sendo usado por grandes empresas mundiais para promoverem seus produtos ou até mesmo para o seu vizinho chato postar que vai para balada e reflexões que não são dele.

Com direção de David Fincher e roteiro de Aaron Sorkin, A Rede Social traz Justin Timberlake, como o sócio Sean Parker, que no futuro dá problema e Jesse Eisenberg, como Mark Zuckerberg, que em 2003 produz o começo de uma rede social que anos mais tarde o tornaria o mais jovem bilionário da história. Só que apesar de bela ($$$) história, enfrenta problemas em sua vida social e profissional.

A obra que para os próprios retratados às vezes foge um pouco da realidade, fez Fincher ganhar o Globo de Ouro de Melhor Diretor, além de Melhor Filme de Drama, Melhor Roteiro e Melhor Trilha Sonora. Aproveitando, dê um like na matéria e na nossa fanpage! :D



Segundo lugar, O Pianista, filme de 2002 assinado pelo cineasta Roman Polanski e estrelado por Adrien Brody, acompanha a dramática história do pianista polonês Wladyslaw Szpilman que interpretava peças clássicas em uma rádio de Varsóvia quando as primeiras bombas caíram sobre a cidade, em 1939. Com a invasão alemã e o início da 2ª Guerra Mundial, começaram também restrições aos judeus poloneses pelos nazistas.

Baseado nas memórias do pianista, O Pianista mostra o surgimento do Gueto de Varsóvia, quando os alemães construíram muros para encerrar os judeus em algumas áreas, e acompanha a perseguição que levou à captura e envio da família de Szpilman para os campos de concentração. Wladyslaw é o único que consegue fugir e é obrigado a se refugiar em prédios abandonados espalhados pela cidade, até que o pesadelo da guerra acabe.

Polanski também tem as suas marcas do holocausto, tendo perdido sua mãe em Auschwitz. A intensa trama baseada na história real, também agarrou os seus Oscars, de Melhor Diretor, Melhor Ator (Brody) e Melhor Roteiro Adaptado. O Pianista exibe um drama infelizmente, compartilhado por muitas pessoas mundo a fora.


Enfim o dono do primeiro lugar, aí vem Zodíaco (Zodiac), produção de 2007 que também tem a marca David Fincher, inspirado no livro homônimo de Robert Graysmith.

Em Zodíaco vemos três cartas diferentes chegarem aos jornais San Francisco Chronicle, San Francisco Examiner e Vallejo Times-Herald, enviadas pelo mesmo remetente. A carta enviada ao Chronicle traz a confissão de um assassino e as três juntas formavam um código que supostamente revelaria a identidade do criminoso. O assassino exigia que as cartas fossem publicadas, caso contrário mais pessoas morreriam. Um casal de Salinas consegue decodificar a mensagem, mas é Robert Graysmith (Jake Gyllenhaal), um tímido cartunista, quem descobre sua intenção oculta: uma referência ao filme "Zaroff, o Caçador de Vidas" (1932). Os assassinatos e as cartas se sucedem, provocando pânico na população de San Francisco.

Zodíaco se baseou na história real de um serial killer que aterrorizou a baía de San Francisco e provocou autoridades em quatro jurisdições, com códigos e cartas, durante décadas. Esse filme é o terceiro ao abordar o louco assassino de São Francisco. Um filme com cara de ficção e que com certeza queríamos acreditar que nunca existiu.

Já que falamos de Filmes Baseados em Fatos Reais, fica a nossa dica de filmes que vão estrear e se encaixam nesse assunto: Capitão Phillipps, Diana, O Mordomo e O Lobo de Wall Street!

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