Pokémon Generations é o jogo de Pokémon que você sempre sonhou

Eu não sou um grande apreciador da atual fase da Nintendo, acredito que todos que acompanham o EdenPop, especialmente os nossos podcasts já sabem disso. Mas dentre os diversos erros que eu acho que a Nintendo comete todos os dias, o maior deles é não fazer um jogo decente de Pokémon, ok, os jogos de Pokémon que ela faz são ótimos, são divertidos, mas são evoluções de um mesmo jogo criado há muitos anos e que não condizem com o que é possível ser feito hoje. Eu, por exemplo, mesmo com toda a aversão que eu tenho pelo Wii U, compraria sem hesitar o console se algo como Pokémon Generations fosse anunciado oficialmente.


O que é Pokémon Generations?


Bem, Pokémon Generations poderia ser um system-seller da Nintendo se ela quisesse, mas é apenas um projeto da Xatoku Productions, uma produtora Indie, aparentemente mais talentosa, ou pelo menos mais dedicado do que os estúdios da Nintendo. A Xatoku mantém o projeto de criar um jogo baseado em Pokémon, mas onde você tem um mundo “semi-aberto” e 3D para passear, caçar Pokémons e batalhar, controlando os próprios Pokemons livremente e usando seus golpes em tempo real e não mais em turnos como nos jogos oficiais.


A ideia final do game é ser um jogo tanto Single-Player quanto Multiplayer-Player que vai contar a história da fase Red-Blue-Yellow e da fase Gold-Silver-Crystal, a história será tanto baseada no anime quanto nos jogos que englobam essa narrativa, o que significa que o jogo terá mais de 250 Pokémons em sua versão final. A versão Multiplayer será interessante, visto que você poderá enfrentar um amigo seu ou um jogador aleatório (por enquanto com ajuda do Hamachi) usando o seu time de Pokémons e seu personagem único, já que um sistema de personalização do personagem será implementado nas próximas atualizações.


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Por enquanto a forma de jogar é um personagem genérico masculino ou feminino, mas ambos bonitos e visualmente bem trabalhados. O visual do cenário ainda é um pouco seco, mas também é interativo, algumas partes dele podem até ser destruídas com ataques. A modelagem dos Pokémons por outro lado são lindas, por enquanto só há 6 monstrinhos prontos para o jogo, Pikachu, Charmander, Bulbassauro, Pidgey, Squirtle e Rattata. Todos eles extremamente bem trabalhados, inclusive em sua inteligência artificial, Rattata, por exemplo, é capaz de devolver as sementes atiradas por Bulbassauro as rebatendo.


O visual é uma espécie de Cel Shading que remete ao anime. A trilha sonora, ainda irritante por sua repetição, mas com a opção de ser desligada, também remete ao desenho. Outros sons veem direto dos jogos, como, por exemplo, da maquina que cura os Pokémons. A engine usada no jogo para criar tudo isso é a Unity, uma ferramenta que tem até uma versão free, que é muito usada para quem deseja criar seu próprio jogo.


Obviamente, o jogo ainda tem muito, MUITO MESMO, o que melhorar, mesmo porque, ainda não é um jogo de verdade, é só uma fase teste e ainda assim ela está imperfeita. Há muitos bugs, limitações, erros de lógica e outras coisas, mas a promessa é de uma atualização a cada duas semanas e ainda estamos na Versão 4, portanto temos algo bem avançado.



Interessante é notar o respeito (ou medo?) que a Xatoku Productions tem para com a Nintendo e a Game Freak. Há frases no sumario do projeto como “Nós não merecemos dinheiro algum, mas eles com certeza sim!” e outras, que deixam claro a natureza não comercial do jogo. Isso é muito bom moralmente falando, mas eles também têm um espaço para doação, que obviamente não tem relação com lucro, ainda que merecessem, mas sim com manter uma estrutura básica para ter com que se trabalhar.


A questão de lucro ou não é relativa, obviamente, a Nintendo/Game Freak não vai, e nem devia mesmo, permitir que alguém lucre com um produto que é seu, mas por outro lado, o amor (até descabido) que as pessoas que já conhecem Pokémon Generations têm pelo projeto é algo a se levar em conta. Eu adoraria um dia poder noticiar aqui no EdenPop que a Nintendo comprou a Xatoku e vai lançar oficialmente o projeto. Obviamente, PG não é o único projeto indie de Pokémon que se tem por aí, existe o Pokémon Online, que é um jogo feito com RIPs de outros jogos da Nintendo, temos até o famigerado Poketibia, que eu particularmente joguei por um tempo, é uma versão de Tibia, modificada para ser um game de Pokémon, com um atrativo extra da dificuldade quase extrema do jogo, o que o torna desafiador. Mas creio que Pokémon Generations, sem desmerecer os outros, é o único que tenta fazer algo completamente novo, ousado e do zero, por isso merece nossos parabéns.


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Se isso significa que a Nintendo não está escutando os seus fãs e não está de olho no mercado eu não sei, mas me parece que sim.


Agora uma coisa é fato, todo fã de Pokémon tem que ficar de olho no que a Xatoku está fazendo aqui, como eu falei, ainda não é um jogo, mas sim a promessa de um, do jogo que todo fã dos monstros de bolso sempre sonhou. Com as prometidas atualizações a cada 2 semanas, podemos prever que até o final de 2013 teremos algo bem concreto e interessante o suficiente para se jogar.


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