The Last of Us – Preview

A Naughty Dog conseguiu de novo, não sei se conseguiu fazer um dos maiores games da geração, como muitos consideram Uncharted, pois o pouco que joguei de The Last of Us não foi o suficiente para dizer, mas pelo menos dá para afirmar que ela conseguiu fazer um dos jogos mais aguardados de todos os tempos.


Eu não sou fã de Uncharted, tenho de admitir, mas sou grande fã de... Crash Bandicoot, então estava ansioso por ver um novo game da Naughty Dog que me fizesse se apaixonar novamente pela empresa e pelo que eu pude ver, The Last of Us tem tudo para fazer isso por mim.


O que eu posso dizer sobre o jogo por enquanto é que a imersão dele é extrema, mesmo após jogar um pouco de Metro: Last Light, que discutivelmente é o jogo mais imersivo de 2013 até agora, não dá para não se surpreender e não se perder no paraíso desolado que é a América infectada do jogo. Mesmo jogando um trecho do game com pressa eu não consegui evitar de explorar cada canto do cenário que me foi apresentado, mesmo quando eu sabia que a chance de não haver nada nesses cantos era enorme.


Ainda que eu não tenha compreendido praticamente nada da história no trecho jogado, pelos trailers e divulgação do game dá para saber que o jogo é completamente Story-Driven, ou seja, é muito mais narrativo do que qualquer coisa, mas aqui com um Gameplay interessantíssimo. Na verdade esse ponto de The Last of Us me lembrou seriamente um dos melhores games que eu joguei nos últimos anos, The Walking Dead da Telltale Games, onde éramos um cara durão e vivíamos em um mundo pós-apocalíptico tomado por zumbis e tínhamos que cuidar de uma garotinha, no de The Walking Dead a criança era Clementine. A garotinha de The Last of Us, Ellie, não é nem de perto tão carismática quanto Clementine e os zumbis de The Last of Us não são exatamente zumbis, mas na verdade os “estaladores” e os “corredores” são inimigos que eu diria que são até mais perigosos que os zumbis do jogo baseado na franquia de Robert Kirkman e, além disso, o fato do jogo ter realmente um Gameplay e não ser aquela “Narrativa-Jogável” que a TellTale Games fez, já é um imenso avanço no gênero, se é que podemos chamar um jogo mais Story-Driven de gênero.



O Gameplay de The Last of Us é tão realista quanto pode, você tem que tomar cuidado com o som que você faz, já que os “estaladores” são atraídos por isso, você tem que poupar suas balas, pois elas são escassas e barulhentas. Armas físicas são mais eficientes, mas te deixam vulnerável quanto os inimigos estão em bando e elas também quebram depois de um tempo. Os inimigos também são bem balanceados, enquanto os infectados são vorazes e fortes, eles são deliberadamente burros. Os humanos por outro lado são assustáveis, mais fracos e menos ferozes, porém são mais inteligentes e usam armas. O jogo te obriga, pelo menos é o que pareceu nessa experiência limitada, a usar uma jogabilidade mais Stealth, para jogadores que não gostam muito de Stealth esse não parece ser um jogo que vai agrada-los muito, pelo menos não se a imersão da história não os convencerem que o Stealth é o único caminho. Eu não sou alguém que joga muito como Stealth, pois sou um pouco impaciente, mas depois de penar um pouco por essa minha insistência em “Tankear” os inimigos, eu acabei descobrindo que mudar um pouco a estratégia é divertido aqui e faz mais sentido com o que o jogo tenta me contar.


Para finalizar ainda dá para dizer que The Last of Us é um dos jogos mais lindos já lançados, não só graficamente falando, mas em toda a estética visual e artística da produção dele, a forma como os personagens se movem, se vestem, como eles falam, o que eles fazem... a forma como todo o ambiente é pensado, todo esse cuidado que faz os olhos de um gamer brilhar está nessa nova  obra da Naugthy Dog.


Se há defeitos em The Last of Us, só conseguirei encontrar quando jogá-lo completamente, mas por enquanto parece o concorrente mais forte ao jogo do ano, já que por mais que Bioshock Infinite tenha uma história praticamente insuperável (leia nossa crítica AQUI), a sua jogabilidade não tem nada de memorável, já The Last of Us cumpre muito bem os dois papeis, mas poderemos julgar melhor a partir do dia 14 desse mês, quando o jogo chegar às lojas.


PS: A dublagem do jogo é tão boa quanto pode ser, tão boa quanto a dublagem nacional de um filme, o que significa que tem seus problemas (a dubladora de Ellie me pareceu equivocada no tom) e que apesar da boa intenção, ficarei com o som original e as legendas em minha campanha.


Leia mais sobre The Last of Us!


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